quinta-feira, setembro 22, 2016

Músicas para avivamento missionário de sua igreja - Hinário Hinos Missionários


Você com certeza deve conhecer alguns daqueles hinos de temática missionária, que incentivam a igreja à evangelização e estão presentes nos hinários tradicionais de nossas igrejas, tais como o Cantor Cristão, a Harpa Cristã, Salmos e Hinos, Hinário Aleluia e outros. Imagine-os reunidos em um só lugar, um só hinário? Pois é o que encontramos no hinário HINOS MISSIONÁRIOS.
O livro, gratuito, reúne em suas páginas uma seleção de hinos e louvores que vão servir de precioso auxílio para o esforço de avivamento missionário/evangelístico de sua igreja.
O Hinário conta ainda com recursos para facilitar sua consulta e utilização, como índice dos primeiros versos dos hinos e índice de autores e tradutores, além de nota introdutória sobre cada hinário antologiado.

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terça-feira, agosto 30, 2016

Não Aguento Mais Tantas Regras! Quero Ser Independente! Será que Devo Sair de Casa?

Jonas M. Olímpio
http://ebvirtual.blogspot.com.br/

Ir embora quando algo não está bem 
parece ser uma boa saída; porém, 
fugir de um problema e encontrar 
 vários outros não é uma solução tão 
sábia assim.
    Acordar cedo, arrumar a cama, ajudar nos serviços de casa, estudar, precisar dar explicações quando tirar notas baixas, escutar reclamações, ter que dividir a televisão e o computador com os irmãos, controlar o horário para chegar cedo quando sair e, se trabalhar fora, ainda ter que ajudar financeiramente. É... Vida de solteiro dentro da casa dos pais não é nada fácil não! Então, a mente começa a martelar aquela velha “solução” estratégica: “Preciso arrumar um canto só pra mim!”. Sabe o que eu tenho a dizer para quem pensa assim? “Parabéns!”. Isso mesmo. Só consegue pensar em liberdade quem tem ousadia para tomar atitudes radicais e enfrentar o selvagem mundo lá fora sem a proteção da família. É admirável a personalidade forte de quem planeja sua fuga da “ditadura” dos pais, porque certamente ele tem condições para cumprir com todas as responsabilidades que surgirão e ainda terá tempo para estudar, fazer comida, lavar roupas, limpar a casa, e ainda conseguir curtir a vida sossegado, afinal, agora a TV e o PC são só dele e, além do mais, ele também pode sair e voltar na hora que quiser sem ter que dar satisfações a ninguém; pois agora é tudo só dele assim como também o dinheiro... O dinheiro? Opa! Peraí! O dinheiro vai dar pra tudo isso? Parece que além do tempo necessário para se cumprir com as obrigações normais, ainda encontramos aqui um outro “probleminha” bem mais sério: suprir as necessidades financeiras da “liberdade” - aluguel, água, luz, telefone, cartões de crédito, etc. e muitas outras etc’s... - não é a mesma coisa que dar uns trocados em casa uma vez por mês sabendo que os pais vão bancar o restante sem te cobrar nada. E agora? Será que não é melhor repensar seus conceitos de liberdade?
    Só pra ajudar a reforçar seu raciocínio enquanto decide, vou te contar a história de um jovem na Bíblia que também pensava igualzinho a você e um dia resolveu sair de casa. Sim. É dele mesmo que estou falando: o filho pródigo[1] (Lc 15:11-32[2] [3] [4] [5])! Apesar de ser apenas uma ilustração, essa história contada por Jesus nos dá uma clara noção sobre as desvantagens e os perigos de tentar se aventurar fora de casa sem estar preparado para isso. Vejamos apenas dez das muitas lições que podemos aprender com os erros desse rapazinho cabeça dura:
1 - Falta de sentimento afetivo:
    Ele tinha um pai, provavelmente uma mãe, e um irmão, mas não se importou com eles e quis se distanciar do seu lar.
    O desapego à família já é um sinal de que algo não está bem, pois o convívio familiar é um dos princípios bíblicos de maior valor para os servos de Deus, devendo ser interrompido apenas pelo casamento (Gn 2:24; Mc 10:7). Qualquer outra razão que te faça ter vontade de sair de casa como, por exemplo, a autoridade dos pais ou a simples vontade de curtir a vida, deve ser encarada como um problema e não como uma solução porque a desagregação familiar nada mais é do que mais uma ação maligna para oprimir o ser humano (Tg 3:14,15[6]).
2 - Interesse pelo dinheiro:
    Ele poderia ter saído sem nada, com a intenção de arrumar um emprego, mas demonstrou que o mais importante eram as posses da sua família.
    A cobiça tem sido uma das maiores razões de desentendimento entre pais e filhos e entre irmãos. Muitos, mesmo sem sair de casa, demonstram uma preocupação tão grande pelos bens materiais que excedem ao zelo e evidenciam seu caráter egoísta; isso fica bem claro ao exigirem sua parte ou seus “direitos” em tudo sem se importarem com seus irmãos e com o quanto aquilo possa ter custado aos seus pais. Pensar em si mesmo mais do que nos outros é um sentimento de indiferença que precisa ser combatido e substituído pelo sentimento de amor, o qual nos leva a querer ajudar e dividir o que temos em vez de somente usufruir daquilo que parece termos direito (Fp 2:3,4).
3 - Desrespeito pela hierarquia familiar:
    Tradicionalmente, a herança só é dividida após a morte dos pais, com exceção de quando os mesmos decidem entregá-la ainda em vida. Tomando a iniciativa de pedi-la antecipadamente, ele agiu de forma desonrosa em relação à autoridade de seu pai e à primogenitura do irmão mais velho que, em caso de necessidade, era quem teria por direito fazer a solicitação da divisão dos bens.
    Passar por cima da autoridade de alguém - principalmente do pai - e ferir os direitos alheios é uma grande demonstração de arrogância e rebeldia. Nesse caso, vemos também uma certa falha do pai, o qual podia lhe ter negado esse pedido absurdo e deixado bem claro que se ele quisesse sair teria que ir sem nada; dessa forma, muito provavelmente, como na maioria dos casos, ele desistiria de ir embora porque não poderia executar seus planos supérfluos sem dinheiro. O mal de muitos pais é não saber diferenciar entre amor e falta de autoridade e, por dó de corrigirem duramente, muitas vezes acabam contribuindo com o pecado e o futuro sofrimento dos filhos e deles próprios. Assim como a obediência dos filhos, a autoridade paterna não é uma opção, mas uma determinação divina (Cl 3:20,21).
4 - Falta de responsabilidade:
    Ele desperdiçou tudo o que tinha, sendo que, mesmo que quisesse se divertir, poderia ter feito isso moderadamente guardando uma parte para investir em algum negócio próprio ou, pelo menos, deixando alguma reserva para ter com o que se sustentar até conseguir um bom emprego, se casar e viver tranquilamente.
    Essa é uma característica bastante comum em muitos desajuizados: apenas se divertir como se a vida fosse um belo mundo encantado cheio de fantasias. Ao sair de casa, ele não considerou o fato de que a partir daquele momento não podia mais contar com o apoio do pai e que os valores financeiros que levava nos bolsos eram a única coisa que ele tinha, sendo assim necessária uma boa administração, pois seu futuro era incerto. Agir com prudência é um ato de responsabilidade obrigatório para não sofrer no futuro (Lc 14:31,32).
5 - Excesso de confiança na estabilidade:
    Certamente ele achou que sempre haveria recursos ou empregos no lugar aonde estava. Quando uma grande crise atingiu aquela região, ele não tinha mais dinheiro sequer para procurar um lugar melhor.
    Estar preparado para tudo não é paranóia[7] de pessimistas como pensam alguns, mas sim uma prova de sabedoria e sensatez; isso porque a pessoa sábia tem ciência de que não existe estabilidade no mundo que vivemos e a pessoa sensata tem maturidade suficiente para entender que o que ela possui não vai durar para sempre. É óbvio que devemos ter nossa confiança centralizada em Deus, mas ignorar a possibilidade de perdas não é sinal de fé e sim de irracionalidade por estar colocando à prova a misericórdia divina (Lc 14:28-30).
6 - Tentar remediar a situação para não encarar a vergonha da volta para casa:
    Recorrer à família depois de tê-la abandonado não fazia parte de seus planos, então o jeito era tentar sobreviver a todo custo ainda que isso significasse sujeitar-se a enfrentar situações para as quais ele não estava preparado como, por exemplo, apascentar porcos.
    A princípio, reconhecer um erro parece ser um simples ato de se expor à humilhação, e é esse sentimento de orgulho que provoca o aumento do sofrimento numa situação que poderia ser facilmente resolvida. Não querer mudar de atitude expõe a pessoa a situações ainda mais humilhantes e castigadoras do que o pedido de perdão e o conserto do erro. Para muitos, principalmente os jovens, o orgulho é um grande inimigo que precisa ser combatido com a convicção de que a maior dignidade está na humildade de admitir as falhas e não na arrogância de querer mostrar que está sempre certo (1ª Pe 5:6,7).
7 - Despreparo para enfrentar trabalhos difíceis:
    O único emprego que conseguiu, além de estar fora de suas condições de exercê-lo e de não ser muito agradável, parecia não ter uma remuneração muito justa, pois ele não tinha nem mesmo o que comer.
    A Bíblia não relata, mas a situação nos leva a supor que ele era um filho mimado, criado com excesso de liberdade, não muito aplicado aos estudos e nem ensinado a exercer serviços mais duros. Esse despreparo, no momento de dificuldade, o levou a sofrer porque ele não encontrou nada para fazer que estivesse à altura de sua capacidade; além do mais, o fato de estar trabalhando num lugar aonde não tinha nem o que comer, evidencia um certo descaso por parte de seu patrão e uma falta de habilidade ou conhecimento de sua parte para lutar pelos seus direitos. Isso reflete a mais pura realidade em que vivem muitos de nossos jovens: descaso com os estudos, desinteresse pela qualificação profissional, desconhecimento sobre as leis e falta de argumento para se defender quando é injustiçado. Muitas coisas que passamos são conseqüências do despreparo no passado; a construção do futuro depende bastante do planejamento que é feito hoje (Pr 24:27).
8 - O abandono das pessoas próximas:
    Todos ali sabiam da situação, mas ninguém lhe dava nada. Talvez essas mesmas pessoas tivessem se divertido com ele quando estava cheio de dinheiro; porém, no momento de necessidade, lhe viraram as costas.
    Sabe aqueles amigos que sempre te convidam para baladas, pizzaria, passeios, festinhas e as vezes até mesmo para eventos de igreja, mas que sempre fazem questão de lembrar que tem que levar grana pra “rachar” conta? Quer saber se eles são teus amigos de verdade? Diga que está doente ou que não tem dinheiro... Quantos será que vão te oferecer ajuda ou continuar andando com você? Muitas vezes nos decepcionamos por achar que podemos contar com todos que aparentam estar ao nosso lado, por isso é essencial ter um certo discernimento para poder selecionar bem as amizades e, mesmo assim, ainda estar preparado para encarar possíveis desilusões (Pr 19:4,7).
9 - A lembrança do conforto do lar na hora do aperto:
    Apenas na hora de maior sofrimento, não havendo mais condições de enfrentar sozinho a situação, “lembrou-se” da confortável casa do pai.
    A coisa apertou, todas as possibilidades de saída já estavam esgotadas, então não tinha outro jeito a não ser suportar a vergonha e ir bater à porta da casa do pai torcendo para ele ter misericórdia e aceitá-lo de volta. O interessante é que nessa hora ele se lembrou de Deus também - porque confessou ter pecado contra o céu -, o que mostra que ele foi criado num lar religioso. Muitos apenas se lembram da família e do próprio Deus apenas quando os problemas aumentam e eles percebem que não têm mais como resolver sozinhos. Esse é um dos maiores exemplos da hipocrisia humana e é uma das razões pelas quais o Senhor permite tanto sofrimento ao homem; muitas adversidades que passamos são apenas oportunidades para que reconheçamos nossos erros, peçamos perdão e mudemos de atitude. Lembrar das bênçãos que já alcançamos e desperdiçamos, do chamado, das promessas e dos livramentos que já tivemos, muitas vezes, nos levam a renovar nossas forças e ter esperança para seguir em frente. Porém, melhor que isso é lembrarmos sempre de Deus, para não termos que implorar sua misericórdia nos momentos de maior sufoco (Jn 2:1,2).
10 - A humilhação de voltar atrás e pedir perdão:
    Não tendo outra alternativa, tomou a difícil decisão de enfrentar a vergonha se humilhando e, admitindo que errou, pedir para voltar à mesma família a qual ele tinha abandonado.
    Há situações embaraçosas que somos nós mesmos que criamos. É inegável que foi nobre sua atitude de se reconciliar com a família, mas toda essa amarga experiência foi fruto de sua própria negligência para com ele mesmo. Ainda que tenha sido recebido de braços abertos pelo pai, isso não significa que ele não tenha sofrido as conseqüências de seus atos, pois, como podemos ver adiante, teve que enfrentar a rejeição do irmão mais velho e, certamente, a discriminação das demais pessoas que não mais podiam confiar nele como um homem responsável e digno de respeito, o que pode também tê-lo levado a ter dificuldades para conseguir um casamento porque os pais daquela época - como os de hoje também - observavam muito a capacidade e o caráter de um rapaz antes de aceitá-lo como noivo de sua filha. Ser jovem numa sociedade como a nossa já não é fácil devido à má fama que a juventude atual carrega e, se der motivos então, torna-se quase impossível conquistar novas oportunidades. Há feridas que até são curadas, porém, as cicatrizes ficam e denunciam a existência daquele mal que, mesmo não mais estando ali, levam muitos a te ver alguém que não tem uma saúde perfeita. É importante preservar a integridade, pois ela é um dos poucos valores que nos levam a sermos avaliados pelo que somos e não pelo que temos (Pr 28:6; 16:8).
    Como vimos, o abandono de um lar, ainda que pareça ser por motivos justos, causa irreparáveis transtornos que vão muito além do prejuízo material. Por isso, quando seus pais reclamarem de suas atitudes, antes de se revoltar, lembre-se que eles querem o seu bem e que, com toda certeza, a razão dessa reclamação não está na rabugice deles e sim em algum erro seu que estão corrigindo para que você próprio e nem eles venham a sofrer depois. Se, por ventura, forem injustos, lembre-se também que ninguém é perfeito e que cabe a você reagir com respeito e pedir sabedoria a Deus para que te dê graça para lhes mostrar o porquê de sua razão e juntos chegarem a um acordo razoável para ambas as partes. Também não é necessário se culpar por, em alguns momentos, achar a vida dentro de casa entediante e ter vontade de sair, pois você é um ser humano normal e sua adrenalina pede isso. No entanto, busque satisfazer essa necessidade de diversão de uma maneira saudável colocando sempre em primeiro lugar o amor a Deus e à sua família, pois, sendo infiel a eles, você estaria jogando fora sua própria salvação e causando dores irreparáveis naqueles que te amam. E uma outra coisa que você pode ter absoluta certeza é de que quando tiver seus filhos, você tentará controlá-los da mesma forma e também sofrerá quando eles te desobedecerem. Você quer que a sua casa seja um lugar melhor? Então comece por você mesmo sendo um filho melhor, um irmão melhor, um vizinho melhor, um namorado melhor, um aluno melhor, um funcionário melhor, um crente melhor... enfim, uma pessoa melhor para depois poder esperar que todos a sua volta, principalmente seus familiares, sejam melhores para com você (Lc 6:31; Jo 13:15). Um bom meio de convívio é construído por nós mesmos através da nossa boa convivência com o próximo. Quer conquistar um bom casamento constituindo um lar abençoado? Então seja uma bênção desde já para ser digno de colher bons frutos quando você for o chefe da casa. Valorize sua família enquanto ainda a tem; melhor é o desconforto das cobranças do que um dia sentir a dor da saudade e do remorso por lembrar que não foi um bom filho e agora não há mais como voltar atrás. Quer independência? Então ganhe sabiamente a confiança dos seus pais pelas suas boas atitudes; agindo assim, não só obterá boas experiências, como também sempre terá um lugar de honra entre os seus (Tg 3:13,17).



[1]Pródigo: Que despende com excessiva profusão; que desbarata os seus bens; dissipador, esbanjador, gastador, perdulário. Que distribui, faz ou emprega com profusão: Pródigo de elogios. Generoso, liberal. Aquele que gasta e destrói desordenadamente seus bens, reduzindo-se à miséria. Pessoa que por sua prodigalidade se torna incapaz de administrar seus bens.
[2]Fazenda: Riquezas e bens; Finanças.
[3]Dissolutamente: Desregradamente: sem regra; sem controle, sem limites. Com lascívia, perversão, imoralidade.
[4]Bolota: Alfarroba (vagem grande produzida pela alfarrobeira. Sua polpa, doce e nutritiva, é usada como alimento para animais, inclusive os porcos).
[5]Cevado: Animal engordado (Lc 15:23).
[6]Faccioso: Seguidor de uma facção. Parcial. Sedicioso. Perturbador da ordem. Causador ou defensor de rebeliões ou confusões.
[7]Paranoia: Psicose caracterizada por um conceito exagerado de si mesmo e ideias de perseguição, reivindicação e grandeza, que se desenvolvem progressivamente, sem alucinações.

Jonas M. Olímpio

domingo, agosto 28, 2016

Igreja Evangélica: Projeto de Evangelização x Projeto Político


O Brasil para Jesus Cristo
JOÃO CRUZUÉ

Em termos estratégicos, o que é mais promissor para os Evangélicos: um projeto de representação política voltado para a defesa da fé e dos bons costumes cristãos ou um projeto de evangelização estimulado para cada congregação? Há um bom tempo tenho escrevido sobre isto e gostaria de dar minha opinião mais uma vez para marcar posição.

Em uma análise fria, os evangélicos cresceram muito no Brasil dos anos 90 para cá utilizando com sucesso um projeto centrado em veículos de comunicação em massa. A comunicação mostrava que pessoas cheias de problemas eram libertas e alcançavam prosperidade através do Evangelho, se bem que arrastando a brasa para o nome da denominação.

Por outro lado, o apelo excessivo em cima do dinheiro tornou algumas denominações detestáveis aos olhos dos não cristãos, que costuma ver as coisas com mais clareza, pois não estão sujeitos, todo dia, a processos de lavagem cerebral.

O Evangelho é um coisa boa? É excelente! Ele é, e sempre será, as Boas Novas de Deus para a humanidade. Jesus Cristo salva, perdoa, levanta, abre portas fechadas, reconcilia com Deus, transforma qualquer pecador é uma pessoa-benção para a sociedade, prospera, cura, expulsa demônios, alegra o coração, ressuscita mortos, recupera das drogas, batiza com o Espírito,  etc.

Tenho visto no noticiário atuais análises políticas que mostram uma vantagem dos candidatos evangélicos nas eleições para cargos representativos, dado a uma melhor comunicação dentro de suas Igrejas. Espera-se, dizem os especialistas, que 30% das casas legislativas estarão ocupadas por líderes evangélicos, sejam pastores ou artistas. Ao meu ver, nada de mais, uma vez que proporcionalmente, o número de evangélicos neste país já passa está na casa dos mesmos 30%. Esta conquista, ao meu ver, não vai ser alcançada por um projeto político, mas por um esforço de evangelização em curso.

As lideranças das grandes denominações erram em pensar que ao separaram pastores de filhos de pastores presidentes para uma candidatura política estarão resolvendo o problema do avanço da secularização e apodrecimento da sociedade. Isto, na verdade, é o avanço da secularização dentro da Igreja, tendo como protagonista a própria liderança da Igreja. O carro na frente dos bois.

E como deveria ser?

A liderança da Igreja, segundo está no primeiros capítulos do livro de Atos dos Apóstolos, deve se ocupar  em criar e LIDERAR um projeto de evangelização vigoroso, para que as congregações dobrem de tamanho a cada três a cinco anos. As Igrejas, depois de grandes, se tornam especialistas em burocracia e ao mesmo tempo tira o foco da prática do Evangelho.

Se a membresia da Igreja dobrar de tamanho a cada cinco anos, em não menos que 30 anos a população cristã do Brasil será maciçamente evangélica. E sendo assim, a defesa dos princípios da fé cristã não se dará no âmbito político, mas em cada família brasileira. É falta de sabedoria, por exemplo, votar uma lei que determina a colocação de uma Bíblia em uma repartição pública, se a sociedade for de maioria secular.

Prefiro uma sociedade cristã a um parlamento majoritariamente religioso. As experiências do passado mostram que o fundamentalismo religioso enraizado no poder é nefasto e perigoso. O equilíbrio e o respeito é o melhor caminho. Se a sociedade for majoritariamente cristã, não haverá parlamento que lhe seja surdo, por puro bom senso.

Assim, já passa da hora de abrir os olhos para ver. Estrategicamente, é muito melhor e mais barato desenvolver e colocar em funcionamento um projeto de evangelização que envolva toda congregação, cada membro da Igreja, de forma racional e sábia, do que eleger um político cristão com o propósito de mudar uma sociedade de hábitos e costumes seculares. 



cruzue@gmail.com


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